terça-feira, 21 de abril de 2015

AULAS DE REFORÇO - PORTUGUÊS E INGLÊS EM PRES. ALTINO/OSASCO


Final de mais um experiência...


Semana passada encerrei mais um período de substituição de uma professora de Português por 30 dias numa outra escola de Osasco.
Dei aulas para 05 turmas (9º anos A/B/C/D/E) e venho aqui registrar mais uma experiência em sala de aula.

Confesso que a primeira semana foi tranquila e perfeita, mas na segunda eles se revelaram ou melhor "rebelaram", rsrs... falavam um mais alto que o outro todos juntos e as meninas com mania de gritar. Socorro! Era uma verdadeira feira em sala, mas acho que uma feira é menos barulhenta e mais organizada. Salas com aproximadamente 35 alunos e uma com 39. Simplesmente me deixaram maluca.

Sim, eu quase surtei em alguns momentos para fazê-los ficarem quietos e focarem nas aulas. Confesso sim que na minha inexperiência cheguei a ficar muito nervosa e em duas delas senti vontade de chorar, mas respirei fundo e dei sequência. Que bom que temos aqueles alunos que sempre nos auxiliam a acalmar a sala e o que seria de nós professores sem eles? Alguns eu jamais esquecerei porque ao final da aula vieram conversar comigo e me deram dicas de como eu poderia agir, rsrs... tão bonitinhos! Fiquei surpresa.

De repente, na semana final, tudo voltou a melhorar e quando disse que a professora iria voltar queriam que eu ficasse. Isso é sinal de que fiz o meu melhor. No último dia recebi abraços carinhosos, olhares sinceros e pedidos para ficar com eles, o que me emocionou e me deu a certeza de que fiz tudo certo mesmo em meio as dificuldades que surgiram e que, como todos me dizem, são normais.

Apenas deixo aqui minha gratidão e a alegria de seguir LECIONANDO sempre!

sábado, 4 de abril de 2015

NO INÍCIO DA CARREIRA É DIFÍCIL ADERIR À GREVE


Eu sou a favor da greve dos professores, é claro que sou. Iniciei minha carreira em novembro de 2014 e já vivencio uma greve dessa proporção. Acredito que os professores precisam se unir e lutar por seus direitos que são quase mínimos em comparação a tantos outros profissionais formados por eles. Entretanto, venho por meio desse me manifestar porque também entendo que a greve É UM DIREITO e NÃO UMA OBRIGAÇÃO.

Sou uma PROFESSORA NOVATA em início de carreira sem nenhum dinheiro em caixa e com as contas bancárias do avesso devido ao período longo de desemprego pelo qual passei em 2014. Assumi um licença médica de 30 dias em novembro do ano passado, minha primeira experiência em sala de aula e pela qual me apaixonei, e no início de 2015 atuei como eventual na mesma escola localizada no Munhoz Júnior, Osasco. Então, nesse caminho novo, descobri que as 22 aulas dadas em fevereiro seriam recebidas somente em abril, bem como as 26 aulas dadas em março receberei somente em maio.

Depois de participar de algumas atribuições em escolas de Osasco e nunca conseguir nada por não ter pontuação, ter pouca experiência e ainda ser a última da lista por constar no sistema da DE como "aluna do último ano" devido aos estágios pendentes, enfim, no final de março consegui assumir outra licença médica de 30 dias numa escola localizada na Campesina.

Me pergunto: - Como não assumir essas aulas? Pois preciso trabalhar agora para ter o que receber lá na frente. Além disso, também só receberei essas aulas em maio e passarei o mês de abril apertada tentando pagar minhas contas.

Venho, desde que comecei a lecionar nesse ano, pagando minhas próprias conduções para ir até as escolas, já que não tenho carro próprio. Tenho me virado financeiramente como posso e perco algumas noites sem dormir em meio as minhas preocupações. Daí, vem alguns professores mal educados tentar nos obrigar a aderirmos à greve! Na última paralisação que houve no Centro de SP, eu até pensei em ir e gostaria sim de me unir a eles, mas a Diretora da escola me explicou que a falta seria minha e eu não podeira repor porque a professora voltará em breve, lá pelo dia 17 de abril. Assim fica complicado!

Eu sou CATEGORIA O e também apoio todas as reivindicações dos professores nas ruas. Tenho registrado minhas reclamações nas redes sociais. Ao descobrir sobre a quarentena e duzentena entrei em pânico e fiquei indignada, mas nesse momento eu peço desculpas e afirmo que não tenho condições de fazer greve. De ficar sem trabalhar e sem dinheiro. A pior parte é obter a ajuda dos meus pais aos 35 anos que acabei de completar, mas eu escolhi passar por isso quando decidi mudar de profissão em meio aos 30. Sou formada em PUBLICIDADE E PROPAGANDA e atuei nas áreas de Comunicação e Marketing por quase 5 anos. Ganhava R$ 2.000,00 em meu último emprego e tinha todos os benefícios (VT, VR, Registro em Carteira e Convênio). Já trabalhei em uma empresa que pagava 50% do meu curso de Inglês, o qual está parado há quase 2 anos porque não tive condições financeiras de continuá-lo. Estou sem um Convênio Médico há quase 2 anos também e parei alguns tratamentos importantes.

De qualquer forma, eu escolhi ir atrás do SONHO DE CRIANÇA QUE É LECIONAR PORTUGUÊS e sabia que passaria por essas provações e dificuldades no início até obter resultados positivos em um Concurso Público, por exemplo. Agora que estou feliz e verdadeiramente fazendo aquilo que eu sempre sonhei em fazer, querem que eu pare? Só acho que aqueles que aderiram à greve devem RESPEITAR aqueles que não podem fazer o mesmo nesse momento. Eu não tenho escolhas e a única coisa que quero e preciso é ter meu salário ao final do mês na conta sob quaisquer circunstâncias.

Tenho dito e obrigada.

MÚSICAS (GABRIEL O PENSADOR) - Para uso nas aulas

ESTUDO ERRADO



ATÉ QUANDO



LAVAGEM CEREBRAL


PLANO DE AULA - ARGUMENTAÇÃO COM MÚSICA (9º ano)

PLANO DE AULA:


1. IDENTIFICAÇÃO: 
NOME DA DISCIPLINA: Língua Portuguesa
PROFESSORA: Daniela Menegassi
ESCOLA: E. E. José M. Rodrigues Leite
ANO/SÉRIE/TURMA: 9º – 03/2015
PERÍODO: 1º bimestre


2. TEMA(S): Trabalhar a ARGUMENTAÇÃO a partir de músicas.


3. OBJETIVOS: O professor apresentará uma música e em duplas/grupos os alunos deverão realizar duas etapas de atividades em sala de aula:

1ª) Discutir entre eles a letra/mensagem transmitida pela música:

O que o autor quis dizer? Sobre o que a música fala? O que a música defende ou condena? Vocês concordam ou discordam? Explique suas opiniões sobre o assunto com argumentos próprios.

2ª) Fazer um debate sobre o assunto para verificar as opiniões.


4. JUSTIFICATIVA: Com essas atividades o aluno aprenderá a analisar a mensagem da música e entender opiniões do autor, mas treinará também o exercício e o direito de ter suas próprias opiniões sobre o tema e argumentar oralmente para defendê-la perante todos. Entretanto, vamos deixar claro ao mesmo tempo a importância de se RESPEITAR as opiniões dos colegas e saber se posicionar sem ofensas e desrespeito.


5. METODOLOGIA: Vamos ouvir a música em sala de aula, explicações, debate entre os alunos sobre o tema e debate geral com a participação dos alunos e suas opiniões.


6. RECURSOS DIDÁTICOS: Músicas: É pra ri ou pra chorar? (Gabriel O Pensador).


7. AVALIAÇÃO: A participação do aluno será analisada e avaliada com nota (0,5 a 1,0) com REDAÇÃO individual com no mínimo 10 linhas a ser feita em casa. O aluno defenderá suas opiniões pessoais a respeito do tema fazendo uso da argumentação escrita.

MÚSICA: É pra rir ou pra chorar? (Gabriel O Pensador)

O Brasil proclamou sua independência, mas o filho do rei é que assumiu a gerência.
O povo sem estudo não dá muito palpite, e a nossa república é só pra elite.
(E quem faz greve o patrão ainda demite).
É pra rir ou pra chorar?
O Brasil aboliu a escravidão, mas o negro da senzala foi direto pra favela.
Virou um homem livre e foi pra prisão.
Só que a tal da liberdade não entrou lá na cela.
(E a discriminação ainda é verde e amarela).
É pra rir ou pra chorar?
O Brasil foi parar na mão dos militares, que calaram o povo no tempo da ditadura.
Torturaram e prenderam e mataram milhares, mas ninguém foi condenado pelos crimes de tortura.
(E tem até torturador lançando candidatura).
É pra ri ou pra chorar?
O Brasil conseguiu as eleições diretas, mas a gente que vota ainda é semi-analfabeta.
O Collor foi eleito e roubou até cansar.
O povo deu um jeito de cassar o marajá.
Mas ele não foi preso e falou que vai voltar!
É pra rir ou pra chorar?
O Brasil tem mais terra do que a china tem chinês, mas a terra tá na mão dos grandes latifundiários.
A reforma agrária, ninguém ainda fez.
Ainda bem que os sem-terra não são otários.
(E tudo que eles querem é direito a ter trabalho).
É pra rir ou pra chorar?
O Brasil tem miséria mas tem muito dinheiro, na mão de meia dúzia, no banco suíço.
O rico sobe na vida feito estrangeiro, e o pobre só sobe no elevador de serviço.
(E você aí fingindo que não tem nada com isso?)
É pra rir ou pra chorar?
O Brasil tem um povo gigante por natureza que ainda não percebe o tamanho dessa grandeza.
Sempre solidário no azar ou na sorte, um povo generoso, criativo e risonho.
Poderoso, e tem um coração batendo forte que põe fé no futuro do mesmo jeito que eu ponho.
E vai ter que ser independência ou morte. Um por todos, e todos por um sonho.
É pra rir ou pra chorar?
É pra ir ou pra voltar?
Pra seguir ou pra parar?
Pra cair ou levantar?
É pra rir ou pra chorar?
Pra sair ou pra ficar?
Pra ouvi ou pra falar?
Pra dormir ou pra sonhar?
É pra ver ou pra mostrar?
Aplaudir ou protestar?
Construir ou derrubar?
Repetir ou transformar?
É pra rir ou pra chorar?
Pra se unir ou separar?
Agredir ou agradar?
Pra torcer ou pra jogar?
Pra fazer ou pra comprar?
Pra vender ou pra alugar?
Pra jogar pra perder ou pra ganhar?
Dividir ou endividar?
Dividir ou individualizar?
É pra rir ou pra chorar?!


COORDENADAS SINDÉTICAS - Exercícios e Gabarito (9º ano)

Questão 1: O período composto por coordenação é retratado por orações que não mantêm dependência sintática entre elas, isto é, somente são ligadas pelo uso da conjunção.
Assim sendo, demonstre seu conhecimento elaborando uma oração para cada modalidade solicitada:
(   ) a- aditiva
(   ) b- adversativa
(   ) c- alternativa
(   ) d- explicativa
(   ) e- conclusivaver resposta

Questão 2: Verifique o código em evidência, empregando-o corretamente de acordo com os casos expressos pelas orações a seguir:
A- coordenada explicativa
B - coordenada conclusiva
C - coordenada alternativa
D - coordenada adversativa

(   ) a- Não fomos ao aniversário, porém trouxemos o presente.
(   ) b – Ou tentas se qualificar melhor, ou serás demitido.
(   ) c – Conseguimos obter um ótimo resultado, pois nos esforçamos bastante.
(   ) d – Viajamos muito e chegamos exaustos. ver resposta

Questão 3: Assinale a alternativa que contém uma coordenativa conclusiva:
(   ) a – Sérgio foi bom filho; logo será um bom pai.
(   ) b – Os meninos ora brigavam, ora brincavam.
(   ) c – Jaime trabalha depressa, contudo produz pouco.
(   ) d – Os cães mordem, não por maldade, mas por precisarem viver.
(   ) e – Adão comeu a maçã, e nossos dentes até hoje doem.ver resposta

Questão 4: Analise as orações expostas e procure construir períodos compostos por coordenação utilizando-se de conectivos apropriados. Atenha-se para as alterações que se fizerem necessárias:
a- Não me esforcei muito. Obtive um bom resultado.
b- Precisamos nos apressar. O voo já está quase partindo.
c- Ora tens uma opinião. Ora outra.
d- Não comparecemos à estreia do filme. Estávamos trabalhando.
e- O acidente foi terrível. Não houve vítimas fatais.
f - Mariana estuda. Mariana toca no coral de sua igreja.ver resposta

Questão 5: Observe o seguinte excerto poético e em seguida atente-se para as questões que a ele se referem: “As horas passam, os homens caem, a poesia fica” (Emílio Moura)

a – Estamos diante de um período, pois o mesmo é formado por várias orações. Como ele se denomina? E por quê?
b – As orações que o compõem são coordenadas sindéticas ou assindéticas? Justifique.
c – Reescreva os versos introduzindo as conjunções coordenadas que melhor se adequarem à ideia expressa.ver resposta

RESPOSTAS

Resposta Questão 1:
a -  Discutimos sobre assuntos pendentes e sugerimos melhorias.
b – Não aprovo suas atitudes, porém não lhe maltrato.
c – Ou aproveitas a oportunidade, ou ficarás sem o emprego.
d – Aquela turma foi a contemplada com o prêmio, pois fizeram por merecê-lo.
e – Não estou disposta para sair, logo, terás que ir sozinho.

Resposta Questão 2: D – C – A - B

Resposta Questão 3: Alternativa “A”

Resposta Questão 4: 
a – Não me esforcei muito, porém...
b – Precisamos nos apresar, pois o voo...
c – Ora tens uma opinião, ora outra.
d – Não comparecemos à estreia do filme, porque...
e – O acidente foi terrível, porém...
f – Mariana estuda e toca...

Resposta Questão 5:
a – Denomina-se período composto por coordenação, pois não há relação de dependência sintática entre as orações.
b - Assindéticas, porque não há a presença de conectivos ligando-as.
c – As horas passam, os homens caem e a poesia fica.

Fonte: 
http://exercicios.brasilescola.com/exercicios-gramatica/exercicios-sobre-as-oracoes-coordenadas.htm

Figuras de Linguagem - 8º e 9º anos

O ato de desviar-se da norma padrão no intuito de alcançar uma maior expressividade refere-se às figuras de linguagem. Quando o desvio ocorre pelo não conhecimento da norma culta, temos os chamados vícios de linguagem.

Figuras de som

a) aliteração: consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais.
“Esperando, parada, pregada na pedra do porto.”

b) assonância: consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos.
“Sou um mulato nato no sentido lato
mulato democrático do litoral.”

c) paronomásia: consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados distintos.
“Eu que passo, penso e peço.”


Figuras de construção

a) elipse: consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto.
“Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)

b) zeugma: consiste na elipse de um termo que já apareceu antes.
Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro)

c) polissíndeto: consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período.
“ E sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito (...)”

d) inversão: consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase.
“De tudo ficou um pouco.
Do meu medo. Do teu asco.”

e) silepse: consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se subentende, com o que está implícito. A silepse pode ser:

• De gênero
Vossa Excelência está preocupado.

• De número
Os Lusíadas glorificou nossa literatura.

• De pessoa
“O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.”

f) anacoluto: consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.
A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa.

g) pleonasmo: consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem.
“E rir meu riso e derramar meu pranto.”

h) anáfora: consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.
“ Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer”


Figuras de pensamento

a) antítese: consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido.
“Os jardins têm vida e morte.”

b) ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico.
“A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.”

c) eufemismo: consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável.
Ele enriqueceu por meios ilícitos. (em vez de ele roubou)

d) hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática.
Estou morrendo de sede. (em vez de estou com muita sede)

e) prosopopeia ou personificação: consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados.
O jardim olhava as crianças sem dizer nada.

f) gradação ou clímax: é a apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax)
“Um coração chagado de desejos
Latejando, batendo, restrugindo.”

g) apóstrofe: consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personificada).
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!”


Figuras de palavras

a) metáfora: consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. A metáfora implica, pois, uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido.
“Meu pensamento é um rio subterrâneo.”

b) metonímia: como a metáfora, consiste numa transposição de significado, ou seja, uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com outro significado. Todavia, a transposição de significados não é mais feita com base em traços de semelhança, como na metáfora. A metonímia explora sempre alguma relação lógica entre os termos. Observe:
Não tinha teto em que se abrigasse. (teto em lugar de casa)

c) catacrese: ocorre quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, torna-se outro por empréstimo. Entretanto, devido ao uso contínuo, não mais se percebe que ele está sendo empregado em sentido figurado.
O pé da mesa estava quebrado.

d) antonomásia ou perífrase: consiste em substituir um nome por uma expressão que o identifique com facilidade:
...os quatro rapazes de Liverpool (em vez de os Beatles)

e) sinestesia: trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.
A luz crua da madrugada invadia meu quarto.


Vícios de linguagem

A gramática é um conjunto de regras que estabelece um determinado uso da língua, denominado norma culta ou língua padrão. Acontece que as normas estabelecidas pela gramática normativa nem sempre são obedecidas, em se tratando da linguagem escrita.  O ato de desviar-se da norma padrão no intuito de alcançar uma maior expressividade, refere-se às figuras de linguagem. Quando o desvio se dá pelo não conhecimento da norma culta, temos os chamados vícios de linguagem.

a) barbarismo: consiste em grafar ou pronunciar uma palavra em desacordo com a norma culta.
pesquiza (em vez de pesquisa)
prototipo (em vez de protótipo)

b) solecismo: consiste em desviar-se da norma culta na construção sintática.
Fazem dois meses que ele não aparece. (em vez de faz ; desvio na sintaxe de concordância)

c) ambiguidade ou anfibologia: trata-se de construir a frase de um modo tal que ela apresente mais de um sentido.
O guarda deteve o suspeito em sua casa. (na casa de quem: do guarda ou do suspeito?)

d) cacófato: consiste no mau som produzido pela junção de palavras.
Paguei cinco mil reais por cada.

e) pleonasmo vicioso:  consiste na repetição desnecessária de uma ideia.
O pai ordenou que a menina entrasse para dentro imediatamente.
Observação: Quando o uso do pleonasmo se dá de modo enfático, este não é considerado vicioso.

f) eco: trata-se da repetição de palavras terminadas pelo mesmo som.
O menino repetente mente alegremente.
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura

Fonte: http://www.brasilescola.com/portugues/figuras-linguagem.htm