domingo, 13 de abril de 2014

TRABALHO REALIZADO A PARTIR DA OBRA “THE GREAT GATSBY” / “O GRANDE GATSBY”

(A PARTIR DA ANÁLISE DO LIVRO E FILME DE 1974)

OS IDEAIS DA DÉCADA DE XX NOS EUA PÓS-GUERRA RETRATADOS 
PELO AUTOR FRANCIS SCOTT FITZGERALD.

Introdução
Nesse trabalho apresentamos a análise da obra “The Great Gatsby” (O Grande Gatsby) do escritor Francis Scott Fitzgerald e uma das versões do filme produzida a partir dessa história.
Mais conhecido por F. Scott Fitsgerald (Saint Paul, 24/09/1896 – Hollywood, 21/12/1940) foi um dos maiores escritores romancista, contista, roteirista e poeta norte-americano da chamada “Geração Perdida”, década de XX. De família católica irlandesa, ingressou na universidade, mas não chegou a se formar. Alistou-se como voluntário na 1ª Guerra Mundial. Em 1920, com a obra “This Slide of Paradise” (Este Lado do Paraíso) obteve grande popularidade e prestígio. Enriqueceu e mudou-se com sua esposa Zelda Sayre para a França onde escreveu a obra a ser analisada nesse trabalho, na qual ele descreve a vida em alta sociedade da época com um grande senso crítico. No período de grandes perdas para o autor, em 1930, Zelda Sayre tem um colapso e é internada em um hospício enquanto F. Scott torna-se um alcoólatra. Muda-se para Hoolywood então para escrever roteiros cinematográficos. Em 1939, escreve seu último romance, “The Love of the Last Tycoon” (O Último Magnata) e falece aos 44 anos.
O comparativo da obra foi realizado com o filme lançado em 1974 com os atores Robert Redford e Mia Farrow.

Justificativa
É um fato que quando analisamos uma obra qualquer com um filme produzido para contar sua história no cinema ou na TV, nos deparamos com inúmeras semelhanças e diferenças entre elas, uma vez que são autores diferentes com visões diferentes sobre determinado tema.
É importante sim conhecer o contexto histórico da obra e do filme para compreender determinados aspectos relacionados com o período da história, no caso da Década de XX, em que o tema é abordado.
Sendo assim, “The Great Gatsby” (O Grande Gatsby) nos fornece aspectos importantes a serem considerados.
É importante ressaltar que nesse trabalho, vamos elencar principalmente os ideais da “década de XX” nos EUA após a 1ª Guerra Mundial, época de prosperidade para a alta sociedade que vivenciou suas festas exageradas cheias de bebidas, cigarros, mulheres começando a usar decotes e mini-saias, acompanhadas ao som do jazz e charleston, na qual passaram a deixar de lado os valores pregados pelo Puritanismo dando lugar ao consumismo exagerado e à corrupção de valores e princípios.
Vamos elencar a visão do autor F. Scott sobre essa sociedade e seu desejo de resgatar os ideais antigos que estavam se perdendo com todas essas mudanças. 

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES:
Mudanças na economia e política – ao final do século XIX, a economia americana sofreu mudanças, pois de agrícola passou a ser industrial. Após a 1ª Guerra Mundial (1914-1918), o mundo sentiu-se seguro para viver a Democracia.
1ª Guerra Mundial (1914-1918) – os jovens americanos foram para a guerra, as vendas tiveram quedas nos países da Europa por falta de mão-de-obra e isso gerou certa inimizade entre eles, então veio a prosperidade dos EUA a partir da comercialização de armas para essa guerra.

Pós-Guerra – ao término da guerra os jovens americanos retornaram ao país com uma mentalidade materialista e consumista, pois chegaram à conclusão de que não precisavam mais considerar os princípios do Puritanismo. Isso gerou na sociedade uma mudança radical de conduta e valores.

Geração Perdida – os escritores da época perceberam que essa nova geração não tinha mais um ideal de vida devido à corrupção de seus valores, então muitos foram para Paris porque não concordavam com tudo isso. Gertrude Stein os acolheu em sua casa e lá escreveram algumas de suas obras. 

Música - Charleston e Jazz 
O Charleston é uma dança que surgiu na década de XX, considerada um divertimento dos cabarés, onde as mulheres dançavam e mostravam mais as pernas porque as saias eram mais curtas e tinham o cabelo curtíssimo, à garçonne. Dança vigorosa popular, caracterizada por movimentos dos braços e projeções laterais rápidas dos pés. Originalmente era dançada pelos negros do sul dos Estados Unidos e recebeu o nome da cidade de Charleston, na Carolina do Sul. Dançavam em pistas de clubes ao som de uma orquestra formada exclusivamente por negros e frequentada por uma elite branca. 
O Jazz é uma manifestação musical do início da década de XX que surgiu em Nova Orleães  e proximidades, tendo, na cultura popular e na criatividade das comunidades negras que ali viviam, um de seus espaços de desenvolvimento mais importantes. As origens da palavra jazz são incertas. A palavra tem suas raízes na gíria norte-americana e várias derivações têm sugerido tal fato. 
QUANTO A OBRA E O AUTOR      
A história nos apresenta o triângulo amoroso entre o misterioso Jay Gatsby, Daisy Buchanan e Tom Buchanan e se passa no tórrido verão de 1922 de Nova York, regado dos excessos da alta sociedade norte-americana no início da década de XX (pós-guerra), na qual os ciúmes e as infidelidades os afetam de forma trágica ao final. As festas promovidas por Gatsby, principalmente no filme, são exatamente o retrato da boêmia Era do Jazz, com todo o seu glamour, seus excessos e passionalidade apresentada de forma instigante (uma vida de aparências).

Nick Carraway – o enredo é contado em 1ª pessoa com narrador imparcial (personagem e observador) por Nick Carraway, homem simples, íntegro, sério e primo da personagem principal, Daisy Buchanan, que procura não se intrometer na vida das pessoas a sua volta. Num primeiro momento ele tem certas opiniões a respeito dos outros personagens que mudam no decorrer da história conforme vai se frustrando com determinadas atitudes. É importante ressaltar que Nick Carraway representa as opiniões do próprio autor F. Scott Fitsgerald apresentadas ao leitor (ele é o lado quieto e reflexivo do autor e funciona como sua voz na meditação sobre o tempo e o sonho americano). Considera atraente o ritmo rápido e divertido do estilo de vida de Nova York, mas ao mesmo tempo grotesco e danoso (isso é representado em sua relação com Jordan Baker).

Sociedade da época – o contexto apresenta a sociedade composta pelos aristocratas de berço (burgueses/elite) como Daisy e Tom Buchanan, aqueles que enriqueceram após a guerra chamados “novos burgueses” como Jay Gatsby e a parte pobre da sociedade como Georfe Wilson (mecânico) e Myrtle Wilson, sua esposa e amante de Tom.

Jay Gatsby – personagem principal (protagonista) da história que amava Daisy desde a adolescência, mas que a perdeu por ser pobre. Sobrevivente da 1ª Guerra, decidiu reconquistar seu grande amor, mudou seu nome de Jamer Gatz para Jay Gatsby (o que representa a reinvenção de sua própria imagem) e passou a criar em torno de si um mundo cheio de riquezas e glamour, ao qual verdadeiramente não pertencia. Percebemos isso através do nome da obra dado pelo autor (The Great Gatsby) quem vem de “The Great Horidini”, um famoso mágico e mestre de ilusão. Gatsby criou em torno de sim um mundo de meras ilusões apenas para reconquistar Daisy. Quando acredita que já conseguiu seu amor despede todos os funcionários e fecha a casa na qual dava as grandes festas à sociedade.

Daisy Buchanan – inspirada em Zelda Sayre (esposa do autor), é o retrato perfeito da mulher da década de XX que esbanja liberdade e futilidade. Mulher sofisticada e volúvel que toma decisões mediante o que lhe convém, interessada na riqueza e no status, sedutora, astuta porque se coloca o tempo todo de uma maneira que conquista a confiança do leitor, deseja ser adorada, ser o centro das atenções e é apaixonada por Gatsby desde a adolescência, mas deixa o dinheiro sempre falar mais alto que o amor. Prova maior disso é que casa-se com Tom porque ele pôde lhe dar um colar caríssimo no passado (crítica do autor ao casamento). Pela primeira vez na literatura norte-americana aparece a figura de uma mulher que consome bebidas alcoólicas junto aos homens e convém lembrar que a venda de bebidas nessa época era proibida por lei (desobediência as leis). A imagem que Nick (F. Scott) tem dela num primeiro momento é boa (sua prima), mas muda completamente ao longo do tempo quando percebe que é uma mulher fútil, sem valores e que age sem escrúpulos.

Tom Buchanan – é o esposo de Daisy, homem arrogante, hipócrita, racista e machista, que agride sua amante Myrtle (o autor mostra que os ricos também agridem as mulheres e aborda a violência contra a mulher já naquela época). Ele mantém as aparências da família perfeita e feliz acima de tudo e mostra que importante é o que se tem (bens materiais) e não o que se é. Jogador de Pólo que sabia do envolvimento de sua esposa com Gatsby, mas só revela isso ao leitor no final da história. Cultiva o materialismo de Daisy porque sabe perfeitamente que é isso que a prende a ele e a mantém longe de Gatsby (manipulador).

Bens materiais – principalmente no filme percebemos as casas, carros, piscinas, joias, a riqueza apresentada com detalhes e glamour. Dessa forma, o autor mostra a sociedade materialista e consumista da época.

Jordan Baker – representa a nova mulher da época, cínica, infantil, egocêntrica, bonita, sensual, porém desonesta e interesseira.

Myrtle Wilson – amante de Tom, mulher cheia de vitalidade que apanha e sofre, que deseja ser como Daisy e que por tentar ser o que não é ou pertencer a uma parte da sociedade a qual não pertence, tem um final trágico com sua morte (o autor tenta mostrar o que acontece com aqueles que agem assim). Ela tenta fazer o marido George Wilson compreender a realidade a sua volta, mas não obtém êxito e é infeliz.

Georde Wilson – homem sonhador, porém, pobre de espírito, estagnado e acomodado em sua rotina de vida (mecânico), por isso não consegue mudar de vida. Quer comprar a todo custo o carro azul de Tom (ter aquilo que não pode possuir por sua condição social) e é iludido por Tom que afirma que um dia o venderá, com a única intenção de debochar dele e manipulá-lo. Isso prova que entre a maioria pobre da sociedade e a minoria rica sempre haverá uma grande barreira (alguém no caminho). Olha o tempo todo, a propaganda do outdoor de sua janela e a enxerga como se fosse Deus olhando para ele e acompanhando todas as suas atitudes e pensamentos. Ele acredita que ela dita suas regras de vida (desejo de mudança de vida que nunca acontece). Ama sua esposa e desconfia da traição. Após sua morte decide se vingar do responsável e acaba assassinando Gatsby.


SÍMBOLOS SEMIÓTICOS:
Cores da década de XX – o amarelo que representa o brilho (aparências), o dourado (ouro/riquezas), o verde do farol piscando entre os dois lados da cidade que representa a esperança (de Gatsby em reconquistar o amor de Daisy). 

O farol piscando – localizado em meio à casa de Gatsby e Daisy, reforça a vontade de Gatsby de reviver o passado e resgatar seus ideais de vida, entretanto, estes morrem para Gatsby quando Daisy o abandona.

“Egg” (nomes das cidades) – termo em inglês que significa “ovo” (a sociedade americana aparenta uma certa rigidez por fora, mas é frágil na realidade).  A cidade é dividida ao meio: West Egg, lado Oeste, onde moram os ricos que enriqueceram após a guerra, chamados “novos burgueses”, East Egg, lado Leste, onde moram os aristocratas burgueses que já nasceram ricos e Vale of Ashes (Vale das Cinzas) onde mora a parte pobre da sociedade. Há uma dessemelhança, pois são duas cidades que se parecem, mas são na verdade muito diferentes (meras aparências).

Busca pelos ideais perdidos – O autor tenta resgatar os ideais (valores e princípios) perdidos a partir do início da década de XX relacionados ao Puritanismo. Os aristocratas estavam perdendo completamente esses valores diante das aparências e futilidades da época. Os pobres viviam iludidos e se enganavam tentando mudar de vida sem êxito e ainda sofriam as conseqüências, muitas vezes trágicas, de seus atos.
Chuva – Chove quando Gatsby encontra Daisy na festa que ele deu em sua casa e quando retornam para a casa de Daisy após o acidente com Myrtle Wilson. A chuva nas grandes obras sempre representa as mudanças que irão ocorrer a partir daquele momento no enredo da história e na vida das personagens.

Calor – um calor exagerado toma conta de Daisy e dos outros quando a verdade do romance e da traição de Daisy e Gatsby está prestes a ser revelada no apartamento. O calor nas obras representa a emoção que toma conta das personagens nesses momentos importantes da história.

Outdoor com a propaganda – representa Deus para essa sociedade. Os óculos lembram que tudo está sendo visto e as condutas de todos serão julgadas. George Wilson após a morte da esposa, decide fazer o que é certo (perante a sociedade) e se vinga assassinando Gatsby. Cada um vê a sociedade como quer e a sua maneira particular. Os princípios e valores encontram-se completamente perdidos.

Iniciais do nome de Jay Gatsby gravadas nos objetos – ele criou seu mundo de aparências e tornou-se o que tinha (seus bens), deixando de se importar com o que verdadeiramente era (sua essência).
Conclusão
A partir dessa obra, o autor F. Scott descreve perfeitamente suas opiniões particulares, decepcionadas e desesperançosas diante da sociedade fútil que surgiu após a 1ª Guerra Mundial, final do século XIX e início da década de XX. Nitidamente percebemos que ele não se adaptou as suas realidades e mudanças de comportamentos e pensamentos absurdamente radicais. Como os outros autores da “Geração Perdida” mantinha ainda dentro si, os valores e princípios do Puritanismo e de forma alguma se conformava com aquelas mudanças.
Expõe através das personagens e de suas falas e ações, os seus próprios pensamentos a respeito das futilidades, das aparências, das riquezas exageradas geradas pelo consumismo sem limites, das diferenças entre as classes sociais da época geradas pelo capitalismo, das consequências a serem sofridas pelos atos, enfim, conduz o leitor de forma muito agradável ao real mundo dos “loucos anos 20”.
Aqui podemos ressaltar que tais influências iniciadas nos EUA nessa época espalharam-se pelo mundo na sequência e fazem parte explícita da realidade do mundo que vivemos hoje. Isso com relação às influências deixadas quanto às vestes, música, uso e consumo de cigarros e bebidas, pensamento de “liberdade” (ilusória), aparências que muitos ainda hoje vivem (mas possuem bens materiais e são infelizes), abandono de valores cristãos, enfim, uma série de aspectos que tomaram no decorrer dos anos seguintes conta aos poucos de outros países e suas gerações.
Vamos recordar também para compreensão final desse trabalho o período de decadência que assolou os EUA após essa época conhecido como “Grande Depressão”. Vários fatores causaram essa crise: a Superprodução Agrícola, principalmente de trigo, que não encontrava comprador, interna ou externamente; a Diminuição do Consumo, pois a indústria americana cresceu muito, mas o poder aquisitivo da população não acompanhava esse crescimento e em pouco tempo várias empresas faliram; o Livre Mercado no qual cada empresário fazia o que queria e ninguém se metia; a Quebra da Bolsa de Nova York (1920 a 1929), já que os americanos compraram ações de diversas empresas e de repente o valor delas caíram. Os investidores tentaram vender essas ações, mas ninguém queria comprar. Vários bancos que emprestaram dinheiro não receberam de volta o empréstimo e faliram também. Milionários descobriram, de uma hora para outra, que não tinham mais nada e por causa disso alguns se suicidaram. O número de mendigos e desempregados aumentou exageradamente.
A quebra da bolsa afetou o mundo inteiro, pois a economia norte-americana era a alavanca do capitalismo mundial. Para termos uma ideia, logo após essa quebra, as bolsas de Londres, Berlin e Tóquio também quebraram. 
A crise fez com que os EUA importassem menos de outros países, e como consequência os outros países que exportavam para os EUA, ficaram com as mercadorias encalhadas e, automaticamente, entravam na crise.
Em 1930, a crise se agravou. Em 1933, Roosevelt foi eleito presidente dos EUA e elaborou um plano chamado New Deal. O Estado passou a vigiar o mercado, disciplinando os empresários, corrigindo os investimentos arriscados e fiscalizando as especulações nas bolsas de valores. Outra medida foi a criação de um programa de obras públicas. O governo americano criou empresas estatais e construiu estradas, praças, canais de irrigação, escolas, aeroportos, portos e habitações populares. Com isso, as fábricas voltaram a produzir e vender suas mercadorias. O desemprego diminuiu. Além disso, leis sociais foram criadas para proteger os trabalhadores e os desempregados, tais medidas não existiram antes. 
Para acabar com a superprodução, o governo aplicava medidas radicais que não foram aceitas por muitas pessoas: comprava e queimava estoques de cereais, ou então, pagava aos agricultores para que não produzissem. Os efeitos econômicos da depressão de 30 só foram superados com o inicio da 2ª Guerra Mundial, quando o Estado tomou conta de fato sobre a economia ajudando a ampliar as exportações. A guerra foi então, uma saída natural para a crise do sistema capitalista como já havia ocorrido na 1ª Guerra.
Bibliografia:
F. Scott Fitzgerald.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/F._Scott_Fitzgerald>.
Acesso em: 26 mar. 2014.

O Grande Gatsby (1974).
Disponível em: <http://cinefilaatrevida.blogspot.com.br/2013/06/o-grande-gatsby-1974.html>.
Acesso em: 26 mar. 2014.

Charleston.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Charleston_(dan%C3%A7a)>.
Acesso em: 26 mar. 2014.

Jazz.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Jazz>.
Acesso em: 26 mar. 2014.

Crise de 29 (Grande Depressão).
Disponível em: <http://www.infoescola.com/historia/crise-de-1929-grande-depressao/>.
Acesso em: 01 abr. 2014.

PRODUZIDO POR:
DANIELA MENEGASSI E FERNANDA SOARES DE MORAIS 

DO PRÉ-MODERNISMO AO MODERNISMO NO BRASIL

Introdução
Apresentamos nesse trabalho de forma breve e resumida informações importantes sobre o movimento literário ocorrido no Brasil a partir do início do século XX, conhecido como Modernismo. Entretanto, destacamos suas características principais, as quais o levaram a surgir no início, chamadas de Pré-Modernistas. Uma vez que, esse movimento foi se adaptando ao longo do tempo às mudanças ocorridas sequencialmente na política, economia, enfim, na sociedade brasileira em geral.
Destacamos também inicialmente, que esse movimento tentou deixar de lado influências literárias europeias e passou a valorizar mais o nosso próprio país. Portanto, foi conservador porque preservou valores naturalistas e renovador porque manteve uma íntima relação com a realidade brasileira e as tensões vividas pela sociedade do período.

O PRÉ-MODERNISMO NO BRASIL
Contexto Histórico 
Período literário que marcou a transição entre o Simbolismo (movimento movido pelos ideais românticos, estendendo suas raízes à literatura, aos palcos teatrais e artes plásticas) e o Modernismo.
O momento histórico interferiu na produção literária, marcando a transição de valores éticos do século XIX para uma nova realidade que se desenhava, devida a vários conflitos como: o fanatismo religioso, no Nordeste (Padre Cícero / Antônio Conselheiro / Cangaço); as Revoltas da Vacina e da Chibata, no Rio de Janeiro; as greves operárias em São Paulo e a Guerra do Contestado (fronteira do Paraná e Santa Catarina); além disso a política era dirigida pela oligarquia rural, a burguesia urbana, a industrialização, a segregação dos negros (após a abolição), o surgimento do proletariado e a imigração europeia.  Ocorreram também as lutas políticas constantes do coronelismo e as disputas provincianas como as existentes no Rio Grande do Sul (maragatos e republicanos).

Música
A música contou com o lançamento da primeira gravação feita no país por Xisto Bahia e manifestações de ritmos como: o maxixe, a toada, a modinha e a serenata. Foi nesse período que no Rio de Janeiro surgiram as manifestações do carnaval, com compositores como Chiquinha Gonzaga e onde nasceu o samba em sua versão recente.
Na música erudita, tivemos Alberto Nepomuceno, com composições “nacionalistas”.

Pintura
O foco principal da época foi a Escola Nacional de Belas-Artes (RJ), na qual vigorou o Academicismo (baseado nos princípios das academias de arte europeias).

Ambiente Literário
Podemos citar autores parnasianos, como Olavo Bilac, Raimundo Correia e Francisca Júlia da Silva, e neo-parnasianos como Martins Fontes e Goulart de Andrade, que dominaram o cenário da Academia Brasileira de Letras. Além deles, longe da Academia, simbolistas como Emiliano Perneta e Pereira da Silva.

Características
Podemos citar principalmente dois aspectos principais:
Conservadorismo – preservavam os valores naturalistas;
Renovação - íntima relação com a realidade brasileira e as tensões vividas pela sociedade do período.

Autores e obras
- Euclides da Cunha: com Os Sertões, abordou de forma jornalística a Guerra de Canudos em sua obra que foi dividida em três partes (A Terra, O Homem e A Luta).
- Graça Aranha: com Canaã, que retratou a imigração alemã para o Brasil.
- Lima Barreto: que fez uma crítica à sociedade urbana da época, com Triste Fim de Policarpo Quaresma, Recordações do Escrivão Isaías Caminha e O Homem Que Sabia Javanês.
- Monteiro Lobato: com Urupês e Cidades Mortas, que retrataram o homem simples do campo numa região de decadência econômica. Ele foi um dos primeiros autores de literatura infantil a transmitir ao mesmos valores morais, conhecimentos do Brasil e tradições da nossa língua.
- Valdomiro Silveira: com Os Caboclos.
- Simões Lopes Neto: com Lendas do Sul e Contos Gauchescos, precursores do regionalismo, que retrataram a realidade do sul brasileiro.
- Augusto dos Anjos: tendia para o realismo-naturalismo (Eu e Outras Poesias).
- Outros autores: Foram escritores desse período, mas guardavam elementos das escolas anteriores como: Afonso Arinos, Alcides Maya e Coelho Neto.

MODERNISMO NO BRASIL
Movimento cultural que influenciou os ramos artísticos e a sociedade brasileira na primeira metade do século XX, principalmente na literatura e nas artes plásticas. Desencadeou-se a partir da assimilação de tendências culturais e artísticas lançadas pelas vanguardas europeias no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial, como o Cubismo (tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas) e o Futurismo (baseava-se na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos). As novas linguagens modernas colocadas pelos movimentos artísticos e literários europeus foram aos poucos assimiladas pelo contexto artístico brasileiro, mas considerando como enfoque elementos da cultura brasileira.
Considera-se a Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, o “ponto de partida” do modernismo no Brasil. Esse período foi marcado, sobretudo, pela liberdade de estilo e aproximação com a linguagem falada.

SUAS GERAÇÕES 

Primeira geração (1922-1930)
Embora lançadas inúmeras ideias novas, o movimento incialmente foi “destruidor”. Caracterizada pela tentativa de marcar posições, rica em manifestos e revistas de circulação efêmera, foi o período mais radical, em consequência da necessidade de romper com as estruturas do passado. Daí o caráter destruidor, de acordo com Mário de Andrade.
Houve a busca pelo moderno, original e polêmico, com o nacionalismo em suas múltiplas fases.
Alguns manifestos e revistas:
- Revista Klaxon - Mensário de Arte Moderna (1922-1923)
- Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924-1925): Escrito por Oswald de Andrade e publicado inicialmente no Correio da Manhã. Em 1924, é republicado como abertura do livro de poesias Pau-Brasil, de Oswald. Apresentou uma proposta de literatura vinculada à realidade brasileira, a partir de uma redescoberta do Brasil. Esse manifesto dizia que a arte brasileira deveria ser de "exportação" tal qual o Pau-Brasil.
- Verde-Amarelismo ou Escola da Anta (1916-1929): Grupo formado por Plínio Salgado, Menotti del Picchia, Guilherme de Almeida e Cassiano Ricardo em resposta ao nacionalismo do Pau-Brasil, criticando o “nacionalismo afrancesado” de Oswald. Sua proposta era de um nacionalismo primitivista, ufanista, identificado com o fascismo, evoluindo para o Integralismo. Idolatria do tupi e a anta é eleita símbolo nacional. Em maio de 1929, o grupo verde-amarelista publica o manifesto "Nhengaçu Verde-Amarelo — Manifesto do Verde-Amarelismo ou da Escola da Anta".
- Manifesto Regionalista de 1926: Gilberto Freire buscou desenvolver o sentimento de unidade do Nordeste nos novos moldes modernistas. Propõs trabalhar em favor dos interesses da região, além de promover conferências, exposições de arte, congressos, etc. O regionalismo nordestino contou com Graciliano Ramos, Alfredo Pirucha, José Lins do Rego, José Américo de Almeida, Antonio de Queiroz, Lucas Amado e João Cabral, em 1926. Ao mesmo modo criticou as influências do Ocidente Setentrional e ao mesmo tempo vangloriou-se de influências ibéricas, holandesas, etc; ignorou que as civilizações nordestinas surgiram fundadas por ocidentais ibéricos, franceses, holandeses, etc; e depois voltou atrás.
- Revista de Antropofagia (1928-1929): É a nova etapa do Pau-Brasil, sendo resposta à Escola da Anta. Seu nome originou-se da tela Abaporu (O que come) de Tarsila do Amaral. O Antropofagismo (ato de comer uma parte ou várias partes de um ser humano) foi caracterizado por assimilação (deglutição), crítica às vanguardas e culturas europeias, com o fim de recriá-las, tendo em vista o redescobrimento do Brasil em sua autenticidade primitiva. Contou com duas fases, sendo a primeira com dez números (1928 – 1929), sob direção de Antônio Alcântara Machado e gerência de Bob Bopp, e a segunda publicada semanalmente em 25 números no jornal Diário do Rio de Janeiro em 1929, tendo como secretário Geraldo Ferraz.

Segunda geração (1930-1945) 
A segunda fase foi rica na produção poética e na prosa. O universo temático ampliou-se com a preocupação dos artistas com o destino do homem e no estar-no-mundo, com Vinícius de Moraes, Jorge de Lima, Augusto Frederico Schmidt, Murilo Mendes e Carlos Drummond de Andrade.
A prosa, por sua vez, alargava a sua área de interesse ao incluir preocupações novas de ordem política, social, econômica, humana e espiritual. O romance dessa época, foi caracterizado o encontro do autor com seu povo, havendo uma busca do homem brasileiro em diversas regiões, tornando o regionalismo importante. A Bagaceira, de José Américo de Almeida, foi o primeiro romance nordestino. Rachel de Queiroz, Jorge Amado, José Lins do Rego, Érico Verissimo, Graciliano Ramos, Orígenes Lessa e outros escritores criaram um estilo novo, completamente moderno, totalmente liberto da linguagem tradicional, nos quais puderam incorporar a real linguagem regional e as gírias locais.
A consciência crítica estava presente, e mais do que tudo, os escritores consolidaram em suas obras questões sociais bastante graves: a desigualdade social, a vida cruel dos retirantes, os resquícios de escravidão, o coronelismo, apoiado na posse das terras e todos problemas sociopolíticos que se sobrepuseram ao lado pitoresco das várias regiões retratadas.

Terceira geração (1945-1980)
Com a transformação do cenário sócio-político do Brasil, a literatura transformou-se: o Fim da Era Vargas, a ascensão e queda do Populismo, a Ditadura Militar e o contexto da Guerra Fria, foram de grande influência. Na prosa, tanto no romance quanto no conto, houve a busca de uma literatura intimista, de sondagem psicológica e introspectiva, tendo como destaque Clarice Lispector. O regionalismo, ao mesmo tempo, ganhou uma nova dimensão com a recriação dos costumes e da fala sertaneja com Guimarães Rosa, penetrando fundo na psicologia do jagunço.
A geração de 45 surge com poetas opositores das conquistas e inovações modernistas de 22, o que faz com que, na concepção de muitos estudiosos (como Tristão de Athayde e Ivan Junqueira), essa geração seja tratada como pós-modernista. A nova proposta, inicialmente, é defendida pela revista Orfeuem de 1947. Negando a liberdade formal, as ironias, as sátiras e outras características modernistas, os poetas de 45 buscaram uma poesia mais “equilibrada e séria”. No início dos anos 40, surgem dois poetas singulares, não filiados esteticamente a nenhuma tendência: João Cabral de Melo Neto e Lêdo Ivo, considerados por muitos os mais importantes representantes da geração de 1945.

Conclusão
Concluímos dessa forma que os períodos Pré-Modernista e Modernista do Brasil foram de extrema importância para que nossa literatura deixasse de prender-se tanto as influências externas e com a coragem de seus autores(as) passasse a dar mais valor às características literárias de nosso próprio país. Esse, sempre foi rico de temas para a inspiração e a criação de grandes obras, entretanto, foram eles os protagonistas dessa mudança indispensável.
Se hoje temos o prazer de ler boas obras e conhecer muito da história do Brasil, das influências externas, das heranças adquiridas e também das impostas, do valores de nosso povo e de toda a nossa cultura, devemos a esses grandes homens e mulheres.

Bibliografia
Pré-Modernismo.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9-modernismo>.
Acesso em: 06 abr. 2014.

Modernismo no Brasil.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Modernismo_no_Brasil>.
Acesso em: 06 abr. 2014.

Simbolismo.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Simbolismo>.
Acesso em: 06 abr. 2014.

Academismo no Brasil.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Academismo_no_Brasil>.
Acesso em: 06 abr. 2014.

Cubismo.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Cubismo>.
Acesso em: 06 abr. 2014.

Futurismo.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Futurismo>.
Acesso em: 06 abr. 2014.


PRODUZIDO POR: DANIELA MENEGASSI

O INGLÊS NO MUNDO HOJE



INTRODUÇÃO
A Língua Inglesa é extremamente importante nos dias de hoje, principalmente devido ao crescimento da globalização, o que a torna essencial para se alcançar bons resultados na vida em todos os aspectos. O Inglês é considerado uma língua internacional porque é a língua dos estudos, viagens e negócios, enfim, é a principal língua usada para a comunicação entre as pessoas no mundo inteiro.
É engraçado, mas convivemos com vários termos e palavras em inglês dia a dia em diferentes âmbitos de nosso convívio pessoal e profissional; e não nos damos conta disso, desta forma, temos a certeza da importância e influência que essa poderosa língua exerce sobre nossa cultura e a cultura do mundo.

DESENVOLVIMENTO


A GLOBALIZAÇÃO
A globalização é um fenômeno social que ocorre em escala global. Esse processo consiste em uma integração de caráter econômico, social, cultural e político entre diferentes países e iniciou-se com as evoluções ocorridas, principalmente, nos meios de transportes e nas telecomunicações, fazendo com que o mundo “encurtasse” suas distâncias. O processo de globalização surgiu para atender ao capitalismo e, principalmente, os países desenvolvidos; a fim de que pudessem buscar novos mercados.
As inovações tecnológicas, principalmente nas telecomunicações e na informática, promoveram o processo de globalização. A partir da rede de telecomunicação (telefonia fixa e móvel, internet, televisão, aparelho de fax, entre outros) foi possível a difusão de informações entre as empresas e instituições financeiras, ligando os mercados do mundo, o que estreitou as relações comerciais entre os países e as empresas.
Com a globalização, muitos brasileiros viajam ao exterior para estudar, fazer negócios de todos os tipos ou simplesmente aproveitar as férias. Da mesma forma, muitos estrangeiros chegam ao Brasil com as mesmas finalidades. Se pararmos para analisar, qual é a língua que utilizamos para comunicar-nos com os estrangeiros e vice-verso? A resposta é: o Inglês.

ESTRANGEIRISMO
Chamamos os variados termos e palavras em Inglês que usamos praticamente todos os dias sem perceber de Estrangeirismo de acordo com a Linguística. O Estrangeirismo é um fenômeno linguístico que consiste no uso “emprestado” de uma palavra, expressão ou construção frasal estrangeira, em substituição de um termo na língua nativa.

Exemplos: Okay, brother, croissant, designer, jeans, link, cappuccino, yes, show, site, pizza, hot dog, reveillon, stop, pink, dentre outros.

Existem também alguns estrangeirismos que devido ao seu frequente uso, já foram incorporados ao léxico da língua, ou seja, já são palavras dicionarizadas.
Exemplos: Shampoo (champu), deletar (delete), football (futebol), basketball (basquete), dentre outras.

A Língua Portuguesa possui inúmeros desses termos vindos do Inglês e esse fenômeno predomina em outros países do mundo também.


O MERCADO DE TRABALHO
É importante ressaltar que no mercado de trabalho, a Língua Inglesa é atributo essencial para se conquistar as melhores vagas em todas as áreas de atuação no mundo. O simples fato do candidato conhecer e falar fluentemente o Inglês, já é um enorme diferencial em seu currículo e elimina do processo aquele que não tem esse conhecimento. O Inglês é a língua chave para o mundo dos negócios. Algumas pesquisas salariais revelam que o salário de uma pessoa que tem um segundo idioma é de 30% a mais em relação ao salário de outra que tenha apenas o idioma materno.
O mundo dos negócios, principalmente, é formado por milhares de termos e palavras em Inglês conforme mencionados no tópico anterior, e de forma especial, as áreas relacionadas ao Marketing que praticamente está em toda parte. O próprio termo “Marketing” já é um deles (estrangeirismo) e vem da palavra MARKET que significa MERCADO. Logo, Marketing é a ação de comprar, vender ou produzir artigos para mercados específicos. É, também, a ciência que estuda os mercados do ponto de vista do consumidor, buscando lhe oferecer produtos que vão de encontro às suas necessidades ou desejos.
Alguns exemplos desses termos que são encontrados no Marketing e utilizados no mundo:

BUDGET – Verba (orçamento) que a empresa destina às ações de marketing.
TARGET-GROUP – Grupo formado por pessoas que possuem características semelhantes, com potencial para serem futuros clientes ou consumidores do produto em questão que serão alvo de campanhas de Marketing e vendas.

PROSPECT – Futuro cliente ou consumidor. Geralmente um target-group é formado por vários prospects.

MARKET SHARE – Participação de mercado. Revela qual é a fatia de mercado que a empresa ou marca possui frente aos concorrentes.

FOLLOW-UP – Retornar, fazer um acompanhamento. Follow-up significa entrar em contato com uma pessoa ou empresa para verificar como ela está reagindo ao relacionamento com a sua empresa (produtos, atendimento, qualidade, etc).


OS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO ELETRÔNICOS
A Língua Inglesa está presente nos diversos veículos (meios) de comunicação do meio eletrônico utilizados pelas pessoas no mundo inteiro. Temos manuais escritos em Inglês, em sua maioria, que acompanham os produtos eletrônicos importados, e mesmo aqueles fabricados em outros países, porque o Inglês é a língua principal nesse ramo também.
Quando compramos uma TV, um celular, notebook, tablet ou computador por exemplo, somos rodeados também pelos termos da Língua Inglesa já mencionados (estrangeirismos). Determinados termos nós nem conhecemos, mas nos adaptamos aos mesmos rapidamente e aprendemos a utilizar esses aparelhos sem grandes dificuldades, cada vez melhor dia a dia. Até as crianças atualmente tem uma enorme facilidade para essa adaptação e sobressaem-se em comparação aos adultos às vezes.
Na TV e no cinema, os filmes estrangeiros ou até de outras nacionalidades, são apresentados com a legenda em Inglês, e da mesma forma acontece nos outros países. O que vivenciamos no Brasil acontece da mesma maneira em diversas regiões do mundo porque essa influência da Língua Inglesa é verdadeiramente mundial.
No rádio e no meio musical, as versões inglesas invadem nossos ouvidos de maneira massiva e encontramos dificuldades para apreciarmos as versões de nossas próprias músicas nacionais, o que dificulta o próprio mercado brasileiro neste ramo.
Uma realidade que deve ser ressaltada é que essa poderosa influência é prejudicial ao desenvolvimento dos países que acabam importando a maior parte dos produtos americanos deixando de comercializar internamente seus próprios produtos.

CONCLUSÃO (PORTUGUÊS)
A partir do estudo realizado nesse trabalho do crescimento da Língua Inglesa no mundo, já considerada internacional por ser utilizada em viagens, negócios e relações internacionais em geral, concluímos que ela continuará crescendo dia após dia por estar presente em diversos contextos. Sendo assim, concluímos também a grande importância do ensino dessa língua chave nos âmbitos escolares e a necessidade dela fazer parte do universo de alunos, professores e profissionais de diversas áreas.
Deste modo, podemos afirmar que paralela a essa realidade, deverá crescer também cada vez mais no mundo a procura pelo aprendizado dessa língua, pois devido à globalização que nos cerca e envolve sem freios, chegamos à certeza de é preciso manter-se atualizado e preparado para enfrentar as necessidades impostas nos mais diversos âmbitos da vida. Assim sendo, esperamos que as escolas aperfeiçoem-se nesse sentido a fim de oferecer aos seus alunos um ensino melhor, apesar de termos conhecimento de que estudar em escolas de inglês particulares e especializadas ou viajar para viver experiências em outros países seja o melhor caminho para aprendê-la mais eficazmente.
Com relação ao Brasil, o mercado de trabalho é promissor para aqueles que buscam esse conhecimento e está escasso e a procura desses profissionais constantemente. Deduzimos então, que devido à rápida transmissão do conhecimento da Língua Inglesa para as próximas gerações, em breve a mesma se tornará o segundo idioma de todos os brasileiros.

CONCLUSION (ENGLISH)
From the study performed in this work about the of English in the world, already considered to used international because is utilized in travel, business and international relations in general, we conclude that it will continue to grow day after day to be present in various contexts. Thus, we conclude also the great importance of this key language teaching in school environments and the need to make it part of the universe of students, teachers and professionals from various branches.
Thus, we can say that parallel to this reality, should also keep growing worldwide demand for learning this language, because due to globalization around us and involves no brakes, we got to make sure that we need to keep up to date and prepared to meet the needs imposed by the various spheres of life.
Therefore, we expect the schools to further improve themselves accordingly in order to offer its students a better education, although we know that study English in private schools and specialized or travel to live experiences in other countries is the best way to learn it more effectively.
Regarding Brazil, the job market is promising for those who seek this knowledge and is scarce and demand of these professionals constantly.
Then deduce that due to the rapid transmission of knowledge of the English language for future generations, soon the same will become the second language of all Brazilians.

BIBLIOGRAFIA
A importância da Língua Inglesa nos dias atuais.
Disponível em:
<http://escolaprofessoreuricopinz.blogspot.com.br/2012/06/importancia-dalingua-inglesa-nos-dias.html>.
Acesso em: 08 mar. 2014.

Globalização.
Disponível em: <http://www.brasilescola.com/geografia/globalizacao.htm>.
Acesso em: 08 mar. 2014.

A importância da língua inglesa no mercado de trabalho
Disponível em: <http://terceirinhococ.blogspot.com.br/2012/03/importancia-da-lingua-inglesa-no.html>.
Acesso em: 08 mar. 2014.

Você conhece os termos do marketing?
Disponível em: <http://www.brindice.com.br/noticia/134>.
Acesso em: 08 mar. 2014.

Estrangeirismo.
Disponível em: <http://www.infoescola.com/linguistica/estrangeirismo/>.
Acesso em: 16 mar. 2014.


PRODUZIDO POR:
DANIELA MENEGASSI E FERNANDA SOARES DE MORAIS 

Diferenças entre o trabalho com a escrita e com o oral

Escrita:
- A escrita é permanente;
- O processo de produção e o produto final são separados, ou seja, os textos podem ser revistos, refeitos, analisados e até descartados pelo escritor, pois “escrever é reescrever”;
- A escrita pode ser considerada uma forma permanente e exteriorizada do próprio comportamento da linguagem;
- A escrita é uma análise aprofundada de determinado tema, uma comparação ou crítica e trata-se de um objeto estável;
- A escrita segue padrões gramaticais (regras de norma culta) considerados essenciais para a produção de um bom texto;
- Na escrita, a ortografia é importante e depende do conhecimento do escritor com relação à norma culta.

Oral:
- A fala desaparece logo que é pronunciada;
- O processo de produção e o produto final fazem parte de um todo, já que a palavra pronunciada é dita apenas uma vez;
- O controle do comportamento na fala é importante porque afeta diretamente o que é dito e a quem ouve, por isso, é preciso pensar antes de falar, preparar-se para uma apresentação em público, por exemplo;
- A fala não permite uma análise posterior de quem a produziu para se compreender seu comportamento;
- A fala é dita de forma espontânea e impensada;
- A fala não segue padrões gramaticais (regras da norma culta) e quando composta por erros, estes não podem ser considerados erros porque a fala os permite.
- A fala dispensa ortografia.

DOLZ. J. NOVERRAZ, M. SHENEWLY, B.
SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS PARA O ORAL E A ESCRITA: PRESENTAÇÃO DE UM PROCEDIMENTO

PRODUZIDO POR:
DANIELA MENEGASSI E FERNANDA SOARES DE MORAIS 

PROJETO MULTIDISCIPLINAR / CONSUMISMO X TECNOLOGIA

IDENTIFICAÇÃO: Esse projeto se propõe a trabalhar juntamente aos alunos o tema CONSUMISMO X TECNOLOGIA, atualmente de grande importância para a sociedade capitalista na qual vivemos.

PÚBLICO-ALVO: Alunos da 8ª série (respectivo 9º ano).

DISCIPLINAS ENVOLVIDAS: Língua Portuguesa / Língua Inglesa / Artes / Educação Física.

JUSTIFICATIVA: A sociedade capitalista na qual vivemos hoje está tomada pelo CONSUMISMO exagerado que enriquece a grande minoria (elite/governo/empresários), às custas de cidadãos (grande maioria) que não percebem a realidade que se esconde por trás dos fatos e acabam, ao mesmo tempo, se afundando em dívidas com compras parceladas, empréstimos, financiamentos, dentre outros, para adquirir muitas vezes, bens desnecessários. Vamos analisar também o crescimento acelerado da TECNOLOGIA que nos traz benefícios e malefícios, principalmente com a “internet” e esses aspectos precisam ficar claros aos alunos.

OBJETIVO GERAL: O maior objetivo de todos é fazer com que os alunos tomem “consciência” das verdades escondidas por trás dos dois temas, a fim de que tenham a possibilidade de refletir, analisar melhor as situações e tomar decisões melhores pensadas e talvez mais assertivas na vida. Fazê-los aprender a agir como cidadãos conscientes e não meramente manipulados.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
OBS: Os alunos serão divididos em grupos e os mesmos permanecerão em todas as atividades, independente das disciplinas.

Língua Portuguesa – fazer os alunos pesquisarem e refletirem a respeito dos dois temas que estão diretamente ligados e, ao mesmo tempo, dissertarem sobre eles incluindo seus próprios argumentos e conclusões. Como objetivo central, vamos analisar a “capacidade de reflexão e dissertação” dos alunos através do conteúdo que deverá ser apresentado.

Língua Inglesa – fazer os alunos compreenderem a “enorme influência” dos produtos importados dos EUA que invadem o mercado brasileiro, como os inúmeros aparelhos eletrônicos (TECNOLOGIA) e alimentos (CONSUMISMO), provenientes de grandes empresas e marcas importadas, bem como as consequências disso em nossa economia e na sociedade.
Artes – fazer os alunos usarem a criatividade para apresentar trabalhos sobre os temas usando figuras e imagens com colagens.

Educação Física – fazer os alunos compreenderem as “consequências prejudiciais” do CONSUMISMO exagerado no que diz respeito à “alimentação” e “saúde”. Fazê-los analisarem também as “consequências prejudiciais” do acelerado crescimento da TECNOLOGIA na vida principalmente das crianças, que por conta das inúmeras possibilidades apresentadas pela “internet”, deixam de brincar umas com as outras e interagir entre si como acontecia nas brincadeiras dos tempos mais antigos. Eles deverão compreender que essa interação é saudável e extremamente necessária.

METODOLOGIA E ESTRATÉGIAS DE APLICAÇÃO:
Língua Portuguesa – os alunos terão que pesquisar a respeito dos dois temas “separadamente” e em seguida fazer a “ligação” entre os dois para explicar com seus próprios argumentos porque estão diretamente ligados. Apresentar suas consequências para a sociedade, os benefícios e malefícios identificados; e sugerir melhorias ou mudanças de comportamentos. Ao final, apresentar uma “conclusão pessoal” sobre os temas.
Língua Inglesa – os alunos terão que pesquisar sobre a “enorme influência” dos produtos importados dos EUA que invadem o mercado brasileiro, como os inúmeros aparelhos eletrônicos (TECNOLOGIA) e alimentos (CONSUMISMO), provenientes de grandes empresas e marcas importadas, a fim de compreender as consequências disso em nossa economia e na sociedade.
*Faremos um bate-papo na sala de aula, em data a ser marcada, para discutirmos a respeito do assunto.

Artes – os alunos deverão usar a criatividade para apresentar trabalhos sobre os temas usando figuras e imagens através de colagens feitas em cartolinas.
*Haverá uma apresentação em sala de aula onde cada grupo deverá defender suas opiniões a respeito.

Educação Física (02 Etapas)

01) Os alunos terão que pesquisar sobre as “consequências prejudiciais” do CONSUMISMO exagerado no que diz respeito à “alimentação” e “saúde”.
*Haverá um bate-papo a ser realizado em um espaço externo da escola (pátio, quadra, a definir), em data a ser marcada.

02) Deverão também analisar as “consequências prejudiciais” do acelerado crescimento da TECNOLOGIA na vida principalmente das crianças, que por conta das inúmeras possibilidades apresentadas pela “internet”, deixam de brincar umas com as outras e interagir entre si como acontecia nas brincadeiras dos tempos mais antigos.
*Para isso, cada grupo deverá escolher uma “brincadeira” feita pelas crianças antigamente para ser realizada juntamente com toda a sala em data a ser marcada em um espaço externo da escola (pátio, quadra, a definir) de forma descontraída para que haja a interação de todos.

CRONOGRAMA: Como é um projeto extenso que exige pesquisas e grande participação dos alunos e professores de cada disciplina na orientação dos mesmos, deverá ser realizado ao mesmo tempo em cada disciplina a fim de que todos trabalhem em conjunto e os temas sejam bem explorados.
1ª etapa de cada disciplina – os professores deverão expor as atividades em sala, dar as explicações necessárias e tirar todas as dúvidas iniciais. Os alunos terão 02 semanas para providenciarem tudo o que for solicitado. Enquanto isso, os professores seguirão com os conteúdos normalmente. Essas atividades serão realizadas como tarefas extras de casa para que haja a interação dos alunos entre si.
2ª etapa de cada disciplina – Após 02 semanas e com as datas estabelecidas anteriormente, na mesma semana, todas as atividades serão finalizadas nas aulas de cada disciplina. Trabalhos escritos deverão ser entregues e bate-papos e apresentações em sala ou local externo da escola serão realizados.

AVALIAÇÃO: A avaliação do professor será realizada de forma particular em cada disciplina mediante a análise dos conteúdos e atividades finais solicitados. Serão atribuídas notas, pois o projeto será um dos trabalhos do bimestre a ser considerado em cada disciplina separadamente com grande peso na média final dos alunos.

BIBLIOGRAFIA: Não foi utilizada.

PRODUZIDO POR: DANIELA MENEGASSI 

ANÁLISE ARGUMENTATIVA

Soneto

Pálida a luz da lâmpada sombria
Sobre o leito de flores declinadas
Como a lua por noite embalsamada
Entre as nuvens de amor ela dormia!

Era a virgem do mar na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d`alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela o seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti as noites eu passei chorando
Por ti nos sonhos morrerei sorrindo.

Álvares de Azevedo

Contexto de Produção da Obra

Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu em São Paulo (12 de setembro de 1831) e faleceu no Rio de Janeiro (25 de abril de 1852). Foi um escritor da Segunda Geração Romântica Brasileira que também ficou conhecida como Ultra-Romântica, Byroniana ou Mal-do Século, além disso, foi contista, dramaturgo, poeta e ensaísta brasileiro.
Suas principais influências foram: Lord Byron, Goethe, François-René de Chateaubriand, mas principalmente Alfred de Musset. 
Analisando o poema encontramos características do romantismo, tais como: o sentimentalismo, a idealização da amada, o amor platônico, a mulher vista como um anjo e algo inatingível, e por ser inatingível o autor procura a evasão, e a encontra na morte (características do mal do século). O autor mostra uma paixão impossível, e por isso ele a observa enquanto a mesma dorme, sendo o único momento que ele tem a oportunidade de se aproximar. Ele se refere à mulher como um anjo, um ser puro e ao mesmo tempo usa trechos de erotismo referindo-se a sua amada. Quando ela desperta, ele pede a mesma em tom de preocupação que não ria dele, e revela que a velou todas as noites chorando, demonstrando o “medo de amar”. O poema leva a conclusão de que o sonho é a única forma, ou melhor, a única oportunidade que o mesmo tem para a realização desse impossível amor.

Título
É importante mencionar que o poema foi escrito em forma de soneto e integra a obra Lira dos Vinte Anos do autor. Recordemos então que um “soneto” é formado por dois quartetos e dois tercetos ou duas quadras e dois tercetos, enfim, referem-se às mesmas características.
Todos os versos são compostos por 10 sílabas poéticas, ou seja, são decassílabos. O uso desse tipo de metro foi comum na poesia romântica brasileira; padrão que posteriormente foi quebrado pelos poetas Parnasianistas, uma vez que esses criaram os sonetos que utilizam versos alexandrinos, isto é, os versos com doze sílabas. 

Relação Eu/Tu

O poema possui um sujeito-lírico (eu-lírico), que se faz importante para ressaltar o que o autor nos fala. A utilização do “eu” é importante para um poema, cujo tema é o sofrimento pela perda do amor de uma mulher. A primeira pessoa permite de certa forma uma confissão maior e explícita de sentimentos, de sofrimento e do estado da alma desse eu-lírico. 

Presença de Imagens

Ao ler o poema fica fácil imaginar cada situação porque o autor as descreve de tal forma minuciosa que somos capazes de visualizar cada uma perfeitamente.
Faz-se presente características de uma “descrição”, na qual são expostas com detalhes informações de um objeto, uma pessoa, uma paisagem ou lugar. 
A descrição faz o leitor imaginar a seu modo particular a situação exposta em determinado texto, história, poemas, entre outros.
Ethos

O ethos romântico está presente no soneto e é marcado pelo desespero e desilusão. A vida perde o significado. A única ação sensata é o suicídio (Por ti nos sonhos morrerei sorrindo). O universo do herói romântico é caracterizado pela distinção absoluta entre o mundo exterior e o mundo interior. O resultado é existência irreal, abstrata, o egoísmo.  
O romântico caracteriza-se pela renúncia à vida ativa, ao mundo e ao público, que ele considera vulgar e incapaz de entender a sua obra. Detesta a sua vida regulada e disciplinada, tudo o que lhe é tradicional, aprendido, convencional, amadurecido e sereno. 
Através do ethos o autor (enunciador) demonstra claramente o sofrimento por sua amada, seus anseios e desespero e, desta forma, consegue “influenciar” o leitor (enunciatário) a fim de que ele compartilhe profundamente desses sentimentos.

Bibliografia:

Álvares de Azevedo.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81lvares_de_Azevedo>.
Acesso em: 01 abr. 2014.

Análise do Poema.
Disponível em: <http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Analise-De-Um-Poema-De-Alvares/779957.html>.
Acesso em: 01 abr. 2014.

Análise de um soneto.
Disponível em: <http://www.literaturaemfoco.com/?p=1711>.
Acesso em: 01 abr. 2014.

Ethos romântico.
Disponível em: <http://arteemodernidade.blogspot.com.br/2010/03/ethos-romantico.html>.
Acesso em: 01 abr. 2014.

PRODUZIDO POR:
DANIELA MENEGASSI / FERNANDA SOARES DE MORAIS / GEZIEL ALVES DE MELO