sábado, 30 de novembro de 2013

CONCLUSÃO do trabalho feito sobre o ROMANTISMO BRASILEIRO

Eu, particularmente, me identifico muito com este período, suas características, obras e autores. 
O Romantismo foi uma escola literária de grande importância para o Brasil porque auxiliou-nos na construção de nossa “identidade”, já que a partir da independência de nosso país, ficamos a mercê da falta dela e fomos bombardeados com as tendências europeias em todos os aspectos aqui trazidas por nossos colonizadores, os portugueses. 
Como poderíamos considerar o Brasil um país independente se nem mesmo tínhamos sequer uma identidade étnica e cultural? Nossa sociedade foi formada por diferentes culturas e etnias, então como conseguir unir tantas diferenças? Estas e outras questões passaram a ser feitas, principalmente pelos intelectuais da época, mesmo sendo eles uma parcela mínima da população.
Foi ai que Romantismo entrou em cena e seus representantes tentaram valorizar nossas “características nacionais” a partir da figura do “índio”, o habitante legítimo das terras brasileiras. Entretanto, esta representação não foi real porque o idealizaram ainda nos moldes dos cavaleiros medievais europeus e, por isso, a nacionalidade almejada foi superficial. Deram ao nosso símbolo nacional (o índio) características europeias, características da sociedade europeia, dita como civilizada que tinha a missão de civilizar o resto do mundo.
De qualquer forma, ele é considerado o marco para a criação desta identidade nacional da qual nosso país era extremamente carente e acredito que podemos considerar até os dias de hoje que ainda somos, pois infelizmente ainda vivemos com muitas ideias fora de lugar, totalmente influenciados pelas tendências copiadas e impostas à nossa sociedade e aceitas por livre e espontânea vontade por nós brasileiros. Temos, desde o começo de nosso processo de colonização, o defeito de aceitar o estrangeirismo em todas as áreas e valorizamos mais o que é de fora do que as riquezas que encontramos aqui mesmo diante de nossos olhos. 
Enfim, a tão sonhada “identidade brasileira” permanece cada vez mais distante de nosso alcance e assim está ótimo para os países que continuam se aproveitando e enriquecendo as nossas custas.

Bibliografia:
A Importância do Romantismo na Formação de uma Identidade Nacional
Disponível em: <http://www.revistaclickrec.com/cordel-literatura/a-importancia-do-romantismo-na-formacao-de-uma-identidade-nacional>.
Acesso em: 30 nov. 2013.

Romantismo
Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/romantismo/romantismo.htm>.
Acesso em: 30 nov. 2013.

Escapismo
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Escapismo>.
Acesso em: 30 nov. 2013.

Romantismo
Disponível em: <http://www.brasilescola.com/literatura/romantismo.htm>.
Acesso em: 30 nov. 2013.

Romantismo no Brasil
Disponível em: <http://meuversejar.wordpress.com/historia-da-literatura-brasileira/romantismo-no-brasil-1836-a-1881/>.
Acesso em: 30 nov. 2013.

PRODUZIDO POR: DANIELA MENEGASSI 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

PAULO FREIRE – PATRONO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA


  Paulo Reglus Neves Freire nasceu em Recife, dia 19 de setembro de 1921. Filho de Joaquim Temístocles Freire, capitão da Polícia Militar de Pernambuco e de Edeltrudes Neves Freire, Dona Tudinha, teve uma irmã, Stela, e dois irmãos, Armando e Temístocles.
A irmã Stela foi professora primária do Estado. Armando, funcionário da Prefeitura da Cidade de Recife, abandonou os estudos aos 18 anos e não chegou a concluir o curso ginasial. Paulo sempre foi grato aos irmãos que, começando a trabalhar muito jovens a fim de auxiliar ativamente na manutenção da casa, possibilitaram que ele desse seguimento aos seus estudos.
Sua família fazia parte da classe média, mas no final da década de 20 Freire vivenciou a pobreza e a fome. Foi esta experiência que o motivou a preocupar-se com os mais pobres e o ajudou a construir seu revolucionário método de alfabetização. 
Por seu empenho em ensinar os mais pobres, tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África.
O talento como escritor o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos, quase sempre ligados aos partidos de esquerda.

PRIMEIROS TRABALHOS

A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando alfabetizou em 45 dias, mais de duzentos e cinquenta adultos, desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.
Na política, integrou o Partido dos Trabalhadores, tendo sido Presidente da 1ª Diretoria Executiva da Fundação Wilson Pinheiro, fundação de apoio partidária instituída pelo PT em 1981 (antecessora da Fundação Perseu Abramo); além de Secretário de Educação da Prefeitura Municipal de São Paulo na gestão petista de Luiza Erundina (1989-1992).
Freire entrou para a Universidade de Recife em 1943, para cursar a Faculdade de Direito, mas também se dedicou aos estudos de Filosofia da Linguagem. Apesar disso, nunca exerceu a profissão, e preferiu trabalhar como professor numa escola de segundo grau lecionando Língua Portuguesa. Em 1944, casou com Elza Maia Costa de Oliveira, uma colega de trabalho.
Em 1946, foi indicado ao cargo de Diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social no Estado de Pernambuco, onde iniciou o trabalho com analfabetos pobres.
Em 1961, tornou-se diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade de Recife e, no mesmo ano, realizou junto com sua equipe as primeiras experiências de alfabetização popular que levariam à constituição do Método Paulo Freire. Seu grupo foi responsável pela alfabetização de 300 cortadores de cana em apenas 45 dias. Em resposta aos eficazes resultados, o governo brasileiro (que, sob o presidente João Goulart, empenhava-se na realização das reformas de base) aprovou a multiplicação dessas primeiras experiências num Plano Nacional de Alfabetização, que previa a formação de educadores em massa e a rápida implantação de 20 mil núcleos (os "círculos de cultura") pelo País.
Em 1964, meses depois de iniciada a implantação do Plano, o golpe militar extinguiu esse esforço. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias. Em seguida passou por um breve exílio na Bolívia e trabalhou no Chile por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a Organização das Nações Unidas de Agricultura e Alimentação. Em 1967, durante o exílio chileno, publicou no Brasil seu primeiro livro, “Educação como Prática da Liberdade”, baseado na tese Educação e Atualidade Brasileira, com a qual concorrera em 1959à cadeira de História e Filosofia da Educação, na Escola de Belas Artes da Universidade do Recife.
O livro teve boa aceitação e Freire foi convidado para ser professor visitante da Universidade de Harvard em 1969. No ano anterior, ele havia concluído a redação de seu mais famoso livro, “Pedagogia do Oprimido”, que foi publicado em várias línguas como o espanhol, o inglês (em 1970) e até o hebraico (em 1981). Em razão da rixa política entre a  ditadura militar e o socialismo cristão de Paulo Freire, ele não foi publicado no Brasil até 1974, quando o General Geisel assumiu a presidência do país e iniciou o processo de abertura política.
Depois de um ano em Cambridge, mudou-se para Genebra, na Suíça, trabalhando como Consultor Educacional do Conselho Mundial de Igrejas. Durante esse tempo, atuou como consultor em reforma educacional em colônias portuguesas na África, particularmente na Guiné-Bissau e em Moçambique.
Um ano após a Anistia de 1979,  retornou ao Brasil. Filiando-se ao Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo, atuou como supervisor do programa para alfabetização de adultos entre 1980 e 1986. Dois anos depois, quando o PT venceu as eleições municipais paulistanas, iniciando-se a gestão de Luiza Erundina (1989-1993), Freire foi nomeado Secretário de Educação da cidade de São Paulo e exerceu esse cargo entre 1989 e 1991. 
A criação do Movimento de Alfabetização – MOVA, tornou-se a marca mais notável de sua passagem pela secretaria municipal de Educação. Isto por tratar-se de um modelo de programa público de apoio as salas comunitárias de Educação de Jovens e Adultos  que até hoje é adotado por numerosas prefeituras (majoritariamente petistas ou de outras orientações de esquerda) e outras instâncias de governo.
Em 1988, dois anos após ficar viúvo, o educador casou-se com a também pernambucana Ana Maria Araújo, sua orientanda no programa de mestrado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde foi docente.
Logo no início da década de 90, com o intuito de propagar as ideias do educador, foi fundado em São Paulo o Instituto Paulo Freire. Até os dias atuais este, mantém os arquivos e realiza novas pesquisas a fim de dissipar o legado do pensador na educação brasileira e mundial.
Em 02 de maio de 1997, Freire deixou milhares de educadores órfãos. Em decorrência de complicações em uma operação de desobstrução de artérias, internado no Hospital Albert Einstein, morreu de um ataque cardíaco. 
Por meio do Ministério da Justiça, no Fórum Mundial de Educação Profissional de 2009, realizado em Brasília, o Estado Brasileiro fez o pedido de perdão post mortem à viúva e à família do educador. Tal fato gerou a seus entes, o pagamento de valores denominados como "reparação econômica”.
Em abril de 2012 depois de sancionada a lei 12.612, Freire tornou-se o Patrono da Educação Brasileira.
Ganhador de 41 títulos de Doutor Honoris Causa  de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford, foi o brasileiro mais homenageado da história.
        
PEDAGOGIA DA LIBERTAÇÃO
      
Criador da chamada Pedagogia da Libertação, intimamente relacionada com a visão marxista do Terceiro Mundo, Paulo Freire trouxe várias contribuições para a educação. As mais relevantes foram no campo da educação popular para a alfabetização e a conscientização política de jovens e adultos operários, chegando a influenciar em movimentos como os das Comunidades Eclesiais de Base (CEB).
Vale, no entanto a ressalva de que sua obra não se limita a esses campos. Ela alcançou espaço mais amplo na área da tradição de educação marxista, pois incorpora o conceito básico de que não existe educação neutra e que todo ato de educação é um ato, na realidade, político.
MÉTODO: ALFABETIZAÇÃO PELA CONSCIENTIZAÇÃO

O Método Paulo Freire nasceu em 1962 quando Freire era Diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife onde formou um grupo para testar o método na cidade deAngicos, RN ealfabetizou 300 cortadores de cana em apenas 45 dias, isso porque o processo se deu em apenas 40 (quarenta) horas de aula e sem cartilha. Freire criticava o sistema tradicional, o qual utilizava a cartilha como ferramenta central da didática para o ensino da leitura e da escrita. As cartilhas ensinavam pelo método da repetição de palavrassoltas ou de frases criadas de forma forçosa, que comumente se denomina como linguagem de cartilha, por exemplo: Eva viu a uva, o boi baba, a ave voa, dentre outros.
ETAPAS DO MÉTODO

1. Etapa de Investigação: busca conjunta entre professor e aluno das palavras e temas mais significativos da vida do aluno, dentro de seu universo vocabular e da comunidade onde ele vive.
2. Etapa de Tematização: momento da tomada de consciência do mundo, através da análise dos significados sociais dos temas e palavras.
3. Etapa de Problematização: etapa em que o professor desafia e inspira o aluno a superar a visão mágica e acrítica do mundo, para uma postura conscientizada.

O PROCESSO DO MÉTODO

As palavras geradoras: o processo proposto por Paulo Freire inicia-se pelo levantamento do universo vocabular dos alunos. Através de conversas informais, o educador observa os vocábulos mais usados pelos alunos e a comunidade, e assim seleciona as palavras que servirão de base para as lições. A quantidade de palavras geradoras pode variar entre 18 a 23 palavras, aproximadamente. Depois de composto o universo das palavras geradoras, elas são apresentadas em cartazes com imagens. Então, nos círculos de cultura inicia-se uma discussão para significá-las na realidade daquela turma.
A silabação: uma vez identificadas, cada palavra geradora passa a ser estudada através da divisão silábica, semelhantemente ao método tradicional. Cada sílaba se desdobra em sua respectiva família silábica, com a mudança da vogal. (i.e., BA-BE-BI-BO-BU)
As palavras novas: o passo seguinte é a formação de palavras novas. Usando as famílias silábicas agora conhecidas, o grupo forma palavras novas.
A conscientização: um ponto fundamental do método é a discussão sobre os diversos temas surgidos a partir das palavras geradoras. Para Paulo Freire, alfabetizar não pode se restringir aos processos de codificação e decodificação. Dessa forma, o objetivo da alfabetização de adultos é promover a conscientização acerca dos problemas cotidianos, a compreensão do mundo e o conhecimento da realidade social.

Grandes Pensadores.
Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/pensadores/>.
Acesso em: 19 nov. 2013.

Blog João Maria Andarilho – Professor Pedagogo
Disponível em: <http://educacaodialogica.blogspot.com/>.
Acesso em: 19 nov. 2013.

Paulo Freire.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire>.
Acesso em: 19nov. 2013.

PRODUZIDO POR:
DANIELA MENEGASSI E FERNANDA SOARES DE MORAIS 

JEAN JACQUES ROUSSEAU - O FILÓSOFO DE LIBERDADE COMO VALOR SUPREMO


 Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra em 1712, e não conheceu a mãe visto que esta faleceu dias após o parto. Por este fato, Rousseau foi criado pelo pai, Isaac Rousseau, um relojoeiro calvinista, cujo avô fora um huguenote (denominação dada aos calvinistas franceses pelos seus inimigos nos séculos XVI e XVII) fugido da França. 
Aos 10 anos teve de afastar-se do pai, no entanto manteve o contato com este. Na adolescência, estudou numa rígida escola religiosa e para espairecer apreciava passeios pelos campos. Em certa ocasião, quando voltava de uma de suas saídas, decidiu “vagar” pelo mundo.
Teve como amante uma rica senhora e, sob seus cuidados, desenvolveu o interesse pela música e filosofia. Longe de sua protetora, que estava em uma situação financeira ruim e com outro amante, ele partiu para Paris.
Havia inovado muitas coisas no campo da música, o que lhe rendeu um convite para escrever sobre isso na famosa Enciclopédia. Além disso, obteve sucesso com uma de suas óperas, intitulada O Adivinho da Vila. Aos 37 anos, participou de um concurso da academia de Dijon, com o tema: "O restabelecimento das ciências e das artes terá favorecido o aprimoramento dos costumes?" e em 1750 foi contemplado com o prêmio.
Após isso, então famoso na elite parisiense, foi convidado para participar de discussões e jantares a fim de expor suas ideias. Ao contrário de seu grande rival Voltaire, que também não tinha o sangue azul, aquele ambiente não o agradava.
Rousseau teve cinco filhos com sua amante de Paris, porém, colocou todos em um orfanato. Uma ironia, já que anos depois escreveu o livro “Emílio” ou “Da Educação”, que ensina sobre como educar as crianças.
O que escreve como peça mestra do Emílio, a "Profissão de Fé do Vigário Saboiano", acarretou-lhe perseguições e retaliações tanto em Paris como em Genebra. Chegou a ter obras queimadas. 
Rejeitava a religião revelada e foi fortemente censurado. Era adepto de uma religião natural, em que o ser humano poderia encontrar Deus em seu próprio coração. Entretanto, seu romance “A Nova Heloísa” mostra-o como defensor da moral e da justiça divina. Apesar de tudo, o filósofo era um espiritualista e teve, por isso e entre outras coisas, como principal inimigo, Voltaire, outro grande Iluminista.
Em sua obra “Confissões”, respondeu a muitas acusações de François-Marie Arouet (Voltaire). No fundo, revelou-se um cristão rebelado, desconfiado das interpretações eclesiásticas sobre os Evangelhos. Sempre proferia uma frase: "quantos homens entre mim e Deus!", o que atraía a ira tanto de católicos como de protestantes.
Politicamente, expôs suas ideias no “Do contrato social/Contrato Social”. Passou a vida a procura de um Estado social legítimo, próximo da vontade geral e distante da corrupção. A soberania do poder, para ele, deve estar nas mãos do povo, através do corpo político dos cidadãos.
Segundo suas ideias, o ser humano deve atentar-se ao transformar seus direitos naturais em direitos civis, afinal, como ele próprio afirmava: "O homem nasce bom e a sociedade o corrompe".
No ano de 1762, foi perseguido na França, pois suas obras foram consideradas uma afronta aos costumes morais e religiosos. Refugiou-se na cidade suíça de Neuchâtel. Três anos depois, mudou-se para a Inglaterra a convite do filósofo David Hume. De volta à França, casou-se com Thérèse Levasseur, no ano de 1767.
Depois de toda uma produção intelectual, suas fugas às perseguições e uma vida de aventuras, passou a levar uma vida retirada e solitária. Por opção, fugiu dos outros homens e viveu em certa misantropia (aversão ao ser humano).
Nesta época, dedicou-se à natureza, que sempre foi uma de suas paixões. Seu grande interesse por botânica  o levou a recolher espécies e montar um herbário. Seus relatos desta época estão no livro "Devaneios de Caminhante Solitário". Faleceu aos 66 anos, em 02 de julho de 1778, no castelo de Ermenonville, onde estava hospedado.

Em sua obra sobre educação, o pensador suíço prega o retorno à natureza 
e o respeito ao desenvolvimento físico e cognitivo da criança

Na história das ideias, o nome do suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) se liga inevitavelmente à Revolução Francesa. Dos três lemas dos revolucionários - liberdade, igualdade e fraternidade - apenas o último não foi objeto de exame profundo na obra do filósofo, e os mais apaixonados líderes da revolta contra o regime monárquico francês, como Robes Pierre, o admiravam com devoção. 
O princípio fundamental de toda a obra de Rousseau, é que o homem é bom por natureza, mas está submetido à influência corruptora da sociedade. Um dos sintomas das falhas da civilização em atingir o bem comum, segundo o pensador, é a desigualdade, que pode ser de dois tipos: a que se deve às características individuais de cada ser humano e aquela causada por circunstâncias sociais. Entre estas causas, Rousseau inclui desde o surgimento do ciúme nas relações amorosas até a institucionalização da propriedade privada como pilar do funcionamento econômico. 
O primeiro tipo de desigualdade, para o filósofo, é natural; o segundo deve ser combatido. A desigualdade nociva teria suprimido gradativamente a liberdade dos indivíduos e em seu lugar restaram artifícios como o culto das aparências e as regras de polidez. 
Ao renunciar à liberdade, o homem, nas palavras de Rousseau, abre mão da própria qualidade que o define como humano. Ele não está apenas impedido de agir, mas privado do instrumento essencial para a realização do espírito. Para recobrar a liberdade perdida nos descaminhos tomados pela sociedade, o filósofo preconiza um mergulho interior por parte do indivíduo rumo ao autoconhecimento, mas isso não se dá por meio da razão, e sim da emoção, e traduz-se numa entrega sensorial à natureza.

CONTRIBUIÇÕES PARA A HUMANIDADE

Este autor foi um dos mais importantes escritores do Iluminismo francês, precursor das ideias socialistas e do romantismo, contestador da propriedade privada. Foi considerado o grande teórico da educação, um marco na Pedagogia Contemporânea e seus pensamentos influenciaram a Revolução Francesa. 
Rousseau apresenta uma nova proposta de educação, enfatizando a necessidade de educar a criança para que se torne autônoma, ou seja, torne-se sujeito e dona de seu próprio destino, passando a pensar por conta própria. Criando então um personagem, Emílio, o pensador no contexto de sua época reformulou princípios educacionais, elaborando uma educação libertadora, na Pedagogia natural. Emílio é totalmente livre, que brinca, que cai e até se machuca, afirmando, assim, que a função da educação é ensinar a criança a viver, aprender e exercer a liberdade. 
Para Rousseau, o princípio fundamental da boa educação é fomentar na criança o prazer de amar as ciências e seus métodos. E aos mestres cabe incitar estes sentimentos. Rousseau pensava a educação guiada não pelo divino nem pelo destino e sim pela razão. Ele propunha uma educação que tomasse conhecimento do homem como essência e ao mesmo tempo ética, ou seja, um homem ideal para a sociedade que deveria integrar-se. 
O autor no século XVIII, já propunha que a criança primeiramente brincasse e praticasse esportes, pois através da brincadeira, aprenderia a linguagem, o canto, a aritmética e a geometria, e assim, criaria princípios para construção de sua autonomia. Se traçarmos um paralelo entre a época de Rousseau para a atualidade, poderemos realizar questionamentos e comparações, pois, na atualidade existem CMEIs e Pré-escolas para atendimentos das crianças, devido às mulheres estarem envolvidas no mercado de trabalho, e não exercerem como no passado o papel de cuidadoras em tempo integral dos filhos. Esta realidade influenciou o surgimento de leis, que consideramos benefícios para a criança, como a LDB 9394/96, a qual integra a Educação Infantil, como a primeira Etapa da Educação Básica.
Considerado por vários estudiosos o autor da “concepção motriz de toda racionalidade pedagógica moderna”, vê a infância como um momento onde se vê, se pensa e se sente o mundo de um modo próprio. Para ele a ação do educador, neste momento, deve ser uma ação natural, que leve em consideração as peculiaridades da infância, a “ingenuidade e a inconsciência” que marcam a falta da ‘razão adulta’ (NARADOWSKI, 1994, p.33-34).

A função social da educação: 

A reforma da educação é que possibilitaria uma reforma do sistema político e social; criar uma sociedade fundada na família, no povo, no soberano, na pátria e no Estado; a educação não somente mudaria as pessoas particulares, mas também toda a sociedade, pois trata-se de educar o cidadão para que ele ajude a forjar uma nova sociedade. 
A "educação natural" preconizada por ele encontra-se retratada na obra O Emílio, na qual, de forma romanceada, expõe suas concepções, através dos relatos da educação de um jovem, acompanhado por um preceptor ideal e afastado da sociedade corruptora. 
Essa educação naturalista, não significa retornar a uma vida selvagem, primitiva, isolada, mas sim, afastada dos costumes da aristocracia da época, da vida artificial que girava em torno das convenções sociais. A educação deveria levar o homem a agir por interesses naturais e não por imposição de regras exteriores e artificiais, pois só assim, o homem poderia ser o dono de si próprio. 
Outro aspecto da educação natural está na não aceitação, por Rousseau, de uma educação intelectualista, que fatalmente levaria ao ensino formal e livresco. O homem não se constitui apenas de intelecto, pois, disposições primitivas, nele presentes, como: as emoções, os sentidos, os instintos e os sentimentos, existem antes do pensamento elaborado; estas dimensões primitivas são para ele, mais dignas de confiança, do que os hábitos de pensamento que foram forjados pela sociedade e impostos ao indivíduo. 

Conceito de aluno: 

Concebia um modelo único de homem: marido, cidadão e patriota; a criança é um ser inocente e bom por natureza. Rousseau trouxe novas ideias para combater aquelas que prevaleciam há muito tempo em sua época, principalmente a de que a educação da criança deveria ser voltada aos interesses do adulto e da vida adulta.
Introduziu a concepção de que a criança era um ser com características próprias em suas ideias e interesses, e desse modo não mais podia ser vista como um adulto em miniatura. 
Com suas ideias, derrubou as concepções vigentes que pregavam ser a educação o processo pelo qual a criança passa a adquirir conhecimentos, atitudes e hábitos armazenados pela civilização, sem transformações. 
Considerava que cada fase da vida tem características próprias. Tanto o homem como a sociedade se modificam, e a educação é elemento fundamental para a necessária adaptação a estas modificações. Se cada fase da vida tem suas características próprias, a educação inicial, não poderia mais ser considerada uma preparação para a vida, da maneira que era concebida pelos educadores da época. 
Rousseau afirmou que a educação não vem de fora, é a expressão livre da criança no seu contato com a natureza. Ao contrário da rígida disciplina e o excessivo uso da memória vigente então, propôs serem trabalhadas com a criança: o brinquedo, o esporte, a agricultura e uso de instrumentos de variados ofícios, linguagem, canto, aritmética e geometria. Através dessas atividades a criança estaria medindo, contando, pesando; portanto, estaria desenvolvendo atividades relacionadas à vida e aos seus interesses. 

Conceito de valores:

A importância dada ao valor da liberdade pode ser observada em seu conceito de "contrato"; onde se encontra claramente a presença de dois fatores: liberdade e autoridade em interação; autoridade é algo necessário e, significa para Rousseau, ser amado e respeitado pelo aluno; liberdade é a autonomia das pessoas, o que as permite bastarem-se a si próprias. 
No contexto de sua época, formulou princípios educacionais que permanecem até nossos dias, principalmente enquanto afirmava: que a verdadeira finalidade da educação era ensinar a criança a viver e a aprender a exercer a liberdade. Para ele, a criança não é educada para Deus, nem para a vida em sociedade, mas sim, para si mesma.

Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/pensadores/>.
Acesso em: 19 nov. 2013.

As contribuições de Jean Jacques Rousseau para a humanidade.
Disponível em: <http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/14015/as-contribuicoes-de-jean-jacques-rousseau-para-a-humanidade#ixzz2j3Ghnv7m>.
Acesso em: 19 nov. 2013.

Blog João Maria Andarilho – Professor Pedagogo
Disponível em: <http://educacaodialogica.blogspot.com/>.
Acesso em: 19 nov. 2013.

Jean Jacques Rousseau
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Jacques_Rousseau>.
Acesso em: 19 nov. 2013.

PRODUZIDO POR:
DANIELA MENEGASSI E FERNANDA SOARES DE MORAIS

sábado, 9 de novembro de 2013

Canção de mim mesmo (Walt Whitman)

1.
Eu celebro o eu, num canto de mim mesmo,
E aquilo que eu presumir também presumirás,
Pois cada átomo que há em mim igualmente habita em ti.

Descanso e convido a minha alma,
Deito-me e descanso tranqüilamente, observando uma haste da relva de verão.

Minha língua, todo átomo do meu sangue formado deste solo, deste ar,
Nascido aqui de pais nascidos aqui de pais o mesmo e seus pais também o mesmo,
Eu agora com trinta e sete anos de idade, com saúde perfeita, dou início,
Com a esperança de não cessar até morrer.
(...)

Poema - Emily Dickinson (1830-1886)

# (tradução Daniel Piza)

“Alguns guardam o Domingo indo à Igreja
Eu o guardo ficando em casa
Tendo um Sabiá como cantor
E um Pomar por Santuário.
Alguns guardam o Domingo em vestes brancas
Mas eu só uso minhas Asas
E ao invés do repicar dos sinos na Igreja
Nosso pássaro canta na palmeira.
É Deus que está pregando, pregador admirável
E o seu sermão é sempre curto.
Assim, ao invés de chegar ao Céu, só no final
Eu o encontro o tempo todo no quintal.“

Beleza e Verdade - Emily Dickinson (1830-1886)

Beleza e Verdade (Tradução de Manuel Bandeira)

Morri pela beleza, mas apenas estava
Acomodada em meu túmulo,
Alguém que morrera pela verdade,
Era depositado no carneiro próximo.
Perguntou-me baixinho o que me matara.
– A beleza, respondi.
– A mim, a verdade, – é a mesma coisa,
Somos irmãos.
E assim, como parentes que uma noite se encontram,
Conversamos de jazigo a jazigo
Até que o musgo alcançou os nossos lábios
E cobriu os nossos nomes.

Poema - Emily Dickinson (1830-1886)

249 (Tradução: Paulo Henriques Britto)

Noites Loucas — Noites Loucas!
Estivesse eu contigo
Noites Loucas seriam
Nosso luxuoso abrigo!
Para Coração em porto —
Ventos — são coisas fúteis —
Bússolas — dispensáveis —
Portulanos — inúteis!

Navegando em pleno Éden —
Ah, o Mar!
Quem dera — esta Noite — em Ti
Ancorar!